terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ele sorria

E ele ria, como se fosse uma criança. Bobo, cantava, dançava. Quando parava e olhava ao redor ainda precisava de tudo aquilo que o faria correr e voar ainda mais alto. Mas ali, já sentia-se em casa, mesmo num campo de batalha onde outrora existiu morte e hoje a vida reina. Ele Pensava, olhava o céu, conversava com os pássaros. Sabia a linguagem desses seres que dançam em sintonia com o ar, trazendo alegria. Ele pensava. Ele sabia que seu lugar, era seu e pronto. Ele sabia que o amor, outra vez havia vencido a guerra. Ele vê cura, vê via, vê amor. Ele chora e sorri ao mesmo tempo, perguntando-se o porque de tudo, e esquecendo de perguntar o porque de nada. Mesmo assim, Ele vê agora a oportunidade de correr livre, de voar livre, de espalhar o amor, como se espalha bolas de sabão ao ar. Ele outra vez ria. Sorria. Sorria pra vida, que lhe dava a oportunidade de viver novamente. Lutar novamente. Estar ao lado do mestre e ali, em seu aconchegante colo, sentir-se seguro. Ele sorria. Ele Sorriu novamente.

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