terça-feira, 18 de outubro de 2011

Outra nova vida.

Muitos dias se passam, E ali estava mais um soldado, em terras distantes, já sem vida, sem sonhos, planos, perspectivas; só a morte pairava ao redor. Em meio aos vultos do inimigo que outrora mostrou sua face e fez-se presente. ora vindo, ora indo. Sempre a espreita pra ver o que acontecia por ali; no vale da morte. Desde muito tempo, quando sua força foi corrompida, seu poder foi questionado, suas armas foram impedidas de destruir seus opositores, regras absurdas foram impostas, o soldado morreu ali, sem nem sequer lutar, para viver mais um pouco do reino, mas em seu local, longe do físico, ele lutou. Pensamentos, visões, barulhos. Algo mostrava que ainda existia esperança de um vida. Uma nova vida. Um momento de Lutar novamente, ter as armas em mãos, colocar o que há necessidade, por terra. Espada, Escudo, Armadura. Renovo. É hora. Um batalhão de restauração chega ao vale. Saem de suas acomodações, para um resgate, um resgate único e necessário naquele momento. Aproximam-se. Mandando embora, toda e qualquer movimentação inimiga, eles chegam formando uma fileira de 12 homens com armaduras reluzentes, armas em punho, caminhar em sincronia. Alguns pássaros maiores que o normal, voam, alto, como se estivessem de guarda, vão e voltam. 12 Homens também voam, possuem asas, arcos, flechas de lanças douradas, ou flamejantes. Eles param em certo ponto. prostram-se e de trás dessa fileira, surge Luz. Surge Amor. Surge o General. Com suas vestes reluzentes, um elmo. Simplicidade imensa em portar-se como servo. Toma a frente de todos. Olha ao redor como se estivesse enxergando bem mais além que aquilo. Uma trombeta é tocada, O General põe suas mãos na terra, como se precisasse sentir, cheirar, refazer. Com o cantar de pássaros que começaram a tomar o lugar, sua voz doce ecoa uma canção de paz, amor, penetrante. Morto entre escombros, já em ossos, o soldado sente como se estivesse vivo em algum lugar, sente um aroma, doce, palavras em uma língua desconhecida que parecem vir de anjos, lindas palavras. Numa dança, ou movimentação de braços e pernas o General dá ordens de comando ao céu, a terra, ao redor. Um raio de sol surge, apenas um, uma planta brota, num canto a poucos metros de distância, o vento volta a soprar por entre a escuridão. Caminhando lentamente, o Mestre se aproxima, seus olhos enxergam Vida, onde há somente restos mortais. E como um melodia dos pássaros diz: "Eu vim, Eu sou, Eu vivo, Por amor a ti. Por amor de morte, lhe trago vida, por amor de vida, lhe trago renovo, por amor de renovo lhe trago ao campo de batalha, para que o amor flua novamente como rios de águas puras, limpas". Ao falar suas mãos tocaram o chão. Os ossos se estremeceram, essas palavras foram ouvidas. Forma-se novamente o soldado que ali morria a tempos atrás. Nasce outra vez mais uma voz de esperança. Revive ali um ícone do amor, embaixador do amor no Reino. Forma-se carne, ossos, sangue, ar, forma-se pele. Ressurreição em campo de batalha. Súplicas internas foram ouvidas. Amor foi compartilhado. Anjos foram incumbidos de seguir os passos até sua morte. Agora são selecionados para guiar seus passos, em nova vida. Ao ver que o corpo ali se formara novamente o mestre mais uma vez, dirige as palavras:
"Por tempos esperei esse momento, filho. Filho meu. Inspiração das canções que foram esquecidas, amor que foi multiplicado. Nu você renasce, Mas te darei armadura, armas, mas antes tratarei suas feridas. Cura lhe trago. Vem, envolve-te em meus braços, faço de você um novo homem hoje. Faço de ti, Vida. Faço de teus caminhos meus caminhos. Vai, voa. Tuas asas serão restauradas. Vai grita, tua voz terá força. Vai corre, teus inimigos nem o esperam chegar. Surpreenda-os. Vai, agora, a tua fé, todos os dias, o salva".
Em prantos, um novo homem, um novo soldado, renasce. Para viver e lutar por uma única bandeira que lhe fez acordar novamente: O amor!

Um comentário:

Srtª Elis° disse...

Nossa bem lindo...essa postagem..parece que deus falando a nós mesmo....
um xero!