segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A oração


Um amor maior. E ponto!

Não há mais espaço para nada que não me tire dos alicerces da mesmice. Eu canso, todos os dias, eu chego a beira da desistência, eu silencio, eu luto e tudo parece infindável. Eu tento, eu corro, eu grito por dentro no silêncio que toma conta e fecha meus lábios, e me me faz serrar os dentes, fechar os punhos, sentir o arrepio desesperador de saudade e de fome e sede de tua presença. Eu silencio outra vez, e mais e outra, e vez. E faço poesia com teu nome, achando que tá tudo em ordem, mas a ordem que me vejo é a poesia que calo e faço, e falo, e grito outra vez...

...Eu não posso, deixar que levem minas armas, nem meus manuscritos com tua história sobre minha vida. Nem que matem meu falcão mensageiro de guerra. Nem que torturem até a morte espiritual aqueles que ainda lutam! E lutam e faça-os fortes Pai! Meus joelhos tocam o chão, já sou uma criança a derramar lágrimas pelos erros que me fazem parar, estacionar, que querem me tornar morno, num mundo onde preciso ferver e borbulhar, e transbordar o seu amor, o amor, um AMOR maior. Eu silencio outra vez, não consigo dizer uma palavra mas, meu coração acelera, eu vejo luzes de momentos que passamos, que não voltam mas que servem como estrutura para se ter ideia do que está por vir. Eu silencio. Eu choro. Eu me prostro e o que me mantém aqui, vivo, é a fé e a esperança de que os jovens, levantaram uma bandeira de avivamento de verdade. 
Vem, me faça voar novamente, me leva além das nuvens e das montanhas, me faz alcançar os que estão lá na frente e precisam de ajuda. Vem, me tira da minha comodidade, do meu local de conforto, e me leva além! Me faz além, me torna além, de mim, muito mais, de ti. E faz riso meu desespero, alegria meu amanhecer, Luz meus dias escuros. Porque amor, já tornastes a ser, numa cruz por nós! Me faz ser como aquele garoto, que sozinho, se jogava e não ligava para nada nem ninguém, para clamar por tua presença, pelos países, pelas pessoas, por enfermos, por milagres. Traz de volta aquele alguém, que sabia o caminho da casa, do descanso, do campo de batalha, do colo do Pai. Torna a trazer até nós, o amor, e leva-nos de fato, aos pés da cruz. Onde os travesseiros molhados por lágrimas não poderão, mais tomar lugar de um coração aberto para receber o verdadeiro quebrantamento, um coração quebrantado e contrito, na tua presença! Leva-nos onde não podemos ver, além dos nossos limites. Além do sim, do não, do talvez... 
...E o amor flui. E a canção flui...

...E o que é bom, fica! Um Amor, maior. Meu clamor! Minha mais simples e sincera oração!

Nenhum comentário: