quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O que foi que eu não fiz?

Foto: Favim
Vivo me perguntando o que foi que eu não fiz.
Quando me foi dada a oportunidade de mudar tudo. De transformar tudo e muitos ao redor. A oportunidade de mudar minha vida para sempre. Só há rastros vivos de um caminho que escolhi mas, vivo-o com dificuldade. Todos os dias é um novo amanhecer, uma nova chance, mais um dia de renovo mas, até quando? Até quando renunciaremos nosso chamado em troca de algumas coisas, boas mas, sobre tudo, não são para nós. Não são coisas que nos guiarão para um voo mais alto. Não adianta fazer igual ao outro, querer ser ou julgar o próximo. Deus, fez cada um na sua devida forma e no seu devido lugar. Onde estamos? É onde deveríamos estar. Com o que sonhamos, é o que deveríamos sonhar. O que temos é exatamente, o que deveríamos ter. Tudo em seu devido tempo. Em seu devido lugar. "Tudo foi feito bom e perfeito, nós complicamos tudo". Está assim. Dessa forma.
O que foi que eu não fiz? 
Para que minhas lágrimas rolassem, quase todos os dias por sentir saudade de um momento, único, que é estar num lugar seguro. Um lugar de amor, de graça, lugar onde os sonhos se renovam. 
O que foi que eu não fiz? Para que meus dias fossem mais sombras, que luz. E que ao redor, eu não pudesse ser 100% luz, como deveria, e como gostaria.
Meu coração, é um grande e árduo campo de batalha que só há lama e sangue. Onde a guerra travada, não deixou esperança. Mas o que foi que eu não fiz, para que isso não precisasse acontecer?

Ainda, existe algo? Existe algo que possa ser feito?

O que foi que eu não fiz? Para que as pessoas não passassem fome e os enfermos fossem curados, para que os velhinhos fossem ajudados mais vezes a atravessar a rua. Para que os cegos, voltassem a enxergar. Para que as cadeiras de rodas não fossem necessárias? O que foi que eu não fiz?


O sonho é apenas um sonho, se ele não for alimentado com a fé.
E a fé, sem um sonho que se sonha acordado, é apenas a fé. 
Sem obras, ela é morta!

Onde estão os nossos melhores escudeiros? 
Onde estão os joelhos que se dobravam no chão, independente de quem, como ou quando, para que o quebrantamento fosse o mais importante no momento. Para que aquele simples momento com Deus, não fosse desperdiçado. Onde estão as canções que tocavam o coração de Deus?
Onde estão as poesias que inundaram os corações sedentos por mais um pouco de um amor, sem igual. Um amor, verdadeiro. 

Agora, se me pergunto, onde está a rotina, a religiosidade, a mesmice...
...nem é tão difícil responder. Tudo se perdeu. E nada temos encontrado.
Apenas, palavras vazias. Palavras sem gratidão e adoração. 

O que foi que eu não fiz?

Para alcançar o céu. Para alcançar o coração. Para entender o amor...
...o amor, de Deus.

Um comentário:

Poliana disse...

gostaria de comentar, mas neste exato momento estou sem palavras...