segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por onde andei?

A pergunta deveria ser: o que eu não fiz? Mas como jamais vou achar uma resposta, também não vou me prender a desculpas. Como aquelas que sempre arrumamos para fugir da culpa ou do sentimento de estar completamente errado. Por mais que não seja possível ver força ou vontade de seguir em frente, Isso não pode se tornar uma desculpa. Lugares foram transformados, vidas mudadas e sonhos perdidos em todos os cantos por onde andamos. É assim, a vida é assim. Porém, qual o real motivo que nos faz travar? Parar? Esquecer? Desanimar? Desistir de tentar? Não pergunte isso, fuja dos questionamentos que o farão ir para ainda mais longe de onde você deveria realmente estar: aos pés da cruz.

Todas as vezes que penso no amor de Deus, sua grandeza e cuidado, sua amizade e carinho, seu companheirismo e amizade, me pergunto: por onde andei? E por qual motivo? Por medo? Por não acreditar mais nas pessoas? Por enxergar a deficiência e o pouco caso, por ver que tudo ao redor parece conspirar contra? Não é suficiente. Não tem como, não consigo fugir para além das montanhas e me esconder por muito tempo. Meu tempo de águia que precisa de cura, que fica aquele tempão todo para ser restaurada, não pode acontecer todos os dias na minha vida. Então, acreditar e colocar todos os momentos e decisões nas mãos de Deus é a peça fundamental para que as coisas fluam, parece clichê, mas é a verdade que eu esqueço todos os dias. E volto a me irritar com a religiosidade, com as pessoas e seus comentários inúteis, com a igreja manca e falha, com os rituais dominicais que fazem com que eu me sinta cumprindo uma obrigação. É isso, eu preciso parar de pensar como um perfeito egoísta.

E parar de adiar o meu momento de cura e na verdade: tomar vergonha na cara e agir para aquilo que fui chamado: transbordar o amor num mundo necessitado de um evangelho puro e simples. Sou um perfeito maltrapilho, mas me orgulho disso. Faz-me lembrar de onde é meu lugar: servindo. E seguindo. E amando. Com gratidão, fé, amor e esperança.
Então, voltemos ao evangelho.

Deixa-me pensar o que o mestre faria no meu lugar nesse momento. Lembrei-me, não posso fazer o mesmo, ser imitador é uma tarefa difícil, mas buscar chegar próximo de ser um imitador, não é impossível. É sair da zona de conforto, é tentar, é cair, levantar e se perguntar todos os dias: o que foi que eu não fiz? E por onde eu andei? É voltar a crer num coração de criança, sendo fragilmente adulto. Todos os dias.

Diogo França

4 comentários:

Tati Rodrigues disse...

Elevo os meus olhos para os montes... acho que não importa por onde andei, ou o que fiz, ou menos ainda o que não fiz... mas sim em qualquer lugar e fazendo qualquer coisa poder chegar à conclusão de que dele, por ele e para ele nós somos e são todas as coisas...
Shalom meu brother!

Poliana Dutra disse...

Não sei o que comentar. É engraçado, tantos dias entrei em meu blog e escrevi, tantos dias entrei aqui e me senti reavivada... e hoje resolvo voltar, e venho aqui pra ler... Bom saber que ainda está ai, e se perguntando aquilo q também tenho me perguntado. /por onde andei?

Que Deus te abençoe, Ele nos ama!!!

Poliana Dutra disse...

É a mesma pergunta que me faço após anos sem escrever, anos me tornando o oposto daquilo q o Senhor me chamou...

É bom voltar e ver q vc continua aqui...

Anônimo disse...

DEUS ME SOCORRA!